quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

(“Lisa e o Diabo” (“Lisa e il Diavolo”, 1973). De Mario Bava):(“A realidade e sonho demoníaco sugerido pela Morte Inevitável?”)




(“Lisa e o Diabo” (“Lisa e il Diavolo”, 1973). De Mario Bava):

(“A realidade e sonho demoníaco sugerido pela Morte Inevitável?”):

(crítica por Rafael Vespasiano).



“Um trabalho de beleza demoníaca de Mario Bava. “Lisa e o Diabo” (“Lisa e il Diavolo”, 1973). Lisa é um a turista passando por Roma, Itália, que se perde pelas ruas da cidade, e, ao encontrar uma mansão mórbida, Lisa adentra a um mundo de situações bizarras e de pessoas bizarras, que ao se envolverem com ela, levam Lisa a um pesadelo real/irreal macabro, conduzido pelo suspeito mordomo da mansão.

Filme no qual realidade e fantasia se misturam. Aqui, personagens decadentes e manequins são controlados por um ventríloquo que brinca com linhas invisíveis e esconde sob aparência humana sua verdadeira e diabólica natureza. Será?

No início do filme, Lisa (Elke Sommer) chega à praça principal da cidade, onde há um afresco que, segundo o guia turístico do local, teria permanecido intacto desde a Idade Média graças ao poder do Diabo, o qual no quadro é visto carregando um homem morto. Ao afastar-se do grupo, a protagonista ouve o doce som de uma caixa de música, que a conduz à loja de antiguidades onde está Leandro (Telly Savalas), um homem muito parecido com o Diabo da pintura.

Toda a trama a parir de então é sugerida numa dualidade dinâmica de beleza e horror; divino e diabólico; sonho e realidade; numa sugestão de vidas passadas e presentes, transitando sempre entre o violento, o profano e o diabólico, características típicas da filmografia do cineasta Mario Bava. Que em Lisa e o Diabo, realiza um trabalho primoroso em todos os sentidos.

 No mundo habitado por esses seres, o tempo sempre se submete ao conteúdo onírico, relacionado ao Tempo, à Arte e à Morte. Portanto, o filme remete sempre à Mortalidade e à Imortalidade numa relação dinâmica de opostos que se complementam.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário