quarta-feira, 28 de setembro de 2016

(“TARDE DEMAIS”, EUA, 1949, WILLIAM WYLER): (MELODRAMA AMBIENTADO NO SÉCULO XIX, CONTUDO, ATUALÍSSIMO, SOB OUTRAS FORMAS NO SÉCULO XXI”)

(“TARDE DEMAIS”, EUA, 1949, WILLIAM WYLER):

(MELODRAMA AMBIENTADO NO SÉCULO XIX, CONTUDO, ATUALÍSSIMO, SOB OUTRAS FORMAS NO SÉCULO XXI”):

(CRÍTICA POR RAFAEL VESPASIANO)


“"Tarde demais" (“The heiress”, 1949, EUA, William Wyler) se passa em meados do século XIX, em meio à sociedade machista da época e da Nova York, da Belle Époque, influenciada por tudo que vinha da Europa, em especial de Paris.

Catherine, a personagem vivida magistralmente por Olivia de Havilland é ingênua no começo do enredo do filme, mas em meio uma desilusão amorosa e um pai que apesar de querer o melhor para ela, é machista e quer que ela casa a qualquer custo, apesar de Cathy, não demonstrar interesse nesta empreitada para tão cedo.

Mas, a cidade e a sociedade impõem isso, ainda mais no século retrasado, e, quando a moça é rica, possui dote, e o pai quer continuar de alguma com seu legado de riqueza através da filha, mesmo o próprio progenitor a achando ‘sem graça’ e ‘idiota’.

Por isso mesmo, o pai de Catherine a trata severamente e sem carinho, não demonstrando amor para sua filha, na maioria dos momentos do filme; apesar de uma compreensão à situação amorosa vivida por sua filha e a personagem de Morris (Montgomery Clift), que só mais tarde Cathy entenderá o os motivos do pai e do pretenso noivo.

Voltando à relação pai e filha: os diálogos dele para com ela beiram a grosseria; tudo isso e mais um pouco transforma Catherine (Havilland), a menina inocente e pura, numa mulher amarga e envelhecida pelo desgosto e desamor, ódio e rancor a tudo e a todos.


Grande atuação de Havilland. Destaque para a participação de Clift. Melodrama de Wyler que surpreende positivamente.

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